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Eu não quero andar ansioso por coisa alguma!

A partir de hoje, com a ajuda de Deus, vou me disciplinar no que diz respeito à ansiedade. Farei isso a partir do Sermão do Monte. Ali está o impulso original que devo abrigar, alimentar e expandir. Jesus desaconselha a ansiedade e mostra a sua inutilidade. Ele me diz para eu não me preocupar com as necessidades básicas de cada dia, tanto de hoje como de amanhã (Mt 6.25-34).

O exercício diário que me imponho voluntariamente é repudiar tantas vezes quantas forem necessárias qualquer sentimento impregnado de aflição, angústia, ansiedade, desconfiança, inquietação, medo, preocupação, solicitude e tormento. Não será fácil por causa da minha natureza humana e por causa da cultura no meio da qual eu vivo. É possível também que eu já tenha adquirido o vício da ansiedade. Porém vou reagir, vou lutar, vou resistir, na esperança de que Deus me cure desse mal.

Sei que existem dois tipos de ansiedade -- a ansiedade real (ou racional) e a ansiedade irreal (ou irracional). Mas não pretendo justificar a ansiedade não imaginária e lutar apenas contra a ansiedade imaginária.

Estou ciente de que a ansiedade pode provocar distúrbios de saúde, como úlcera péptica, colite, asma e até doenças do coração. Sei também que ela pode tornar a minha vida e a vida dos que me rodeiam numa grande chatura ou mesmo num inferno. É muito desagradável conviver com uma pessoa demasiadamente ansiosa. Estou consciente de que a ansiedade é um pecado contra Deus, porque põe em dúvida o seu cuidado, a sua soberania, o seu amor, a sua providência. Logo atrás da ansiedade, está a incredulidade. É pecado por mais uma razão: o tempo e a energia gastos exageradamente com os cuidados desta vida -- o que comer, o que beber e o que vestir -- deveriam ser dedicados à expansão do reino de Deus, como Jesus explica no Sermão do Monte (Mt 6.33).

Para ser bem-sucedido na minha resolução de hoje, vou rever e memorizar textos que insistem no cuidado de Deus por mim: “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá” (Sl 37.5); “Entregue suas preocupações ao Senhor, e ele o susterá” (Sl 55.22); “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus” (Fp 4.6); “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês” (1Pe 5.7).

Mais uma providência pode me ajudar: não negar a minha ansiedade quando pessoas queridas disserem que sou ansioso nem quando a consciência e o Espírito me acusarem do pecado da ansiedade! Se eu agir assim, o Senhor certamente me curará, pois só ele pode fazer isso.

De hoje em diante a guerra contra a ansiedade está declarada e já começou!

Dc. Paulo César

O Deus Accessível



Isaías 65:1 - ¶ Fui buscado dos que não perguntavam por mim, fui achado daqueles que não me buscavam; a uma nação que não se chamava do meu nome eu disse: Eis-me aqui. Eis-me aqui.

As religiões de origem humana se caracterizam pela atitude de viver em procura da divindade. A religião bíblica, de origem divina, se apresenta como um Deus em procura do ser humano. Eis como o Senhor se revela, pelo profeta Isaías: “Fiz-me accessível aos que não perguntam por mim” (Isaías 65:1).

Ainda hoje, igrejas que se dizem bíblicas, teimam em procurar um Deus à imagem e semelhança dos homens. Suas mensagens elaboram uma divindade que gosta de bons empregos, que se alegra com o carro do ano e que, acima de tudo, precisa de grandes ofertas em dinheiro. Esta pregação criou o deus do empreendedorismo, que somente é alcançado pelos que acreditam nas “boas novas” da auto-ajuda.

Ao contrário desta religiosidade empresarial, a Bíblia anuncia um Senhor misericordioso, que busca pessoas que nada entendem de teologia. Que “não perguntam por mim”, mas que, no Seu interior sentiam um vazio, que religião nenhuma estava satisfazendo.

A esta necessidade, Paulo chamou de “deus desconhecido” e, em seguida, falou do Cristo crucificado e ressuscitado. Cristo, na forma de Jesus, faz Deus “accessível”, que estende os braços para nos receber. Nossa fé em Cristo é a nossa resposta à iniciativa divina.

Pr. Olavo Feijó

Ministros de Deus



Isaías 61:6 - Porém vós sereis chamados sacerdotes do SENHOR, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis a riqueza dos gentios, e na sua glória vos gloriareis.

O capítulo 61 do livro de Isaías é uma antevisão da obra do Messias. A respeito daqueles que aceitam Jesus como o Filho de Deus, o Senhor promete, através do Profeta: "Mas vocês serão chamados sacerdotes do Senhor, ministros do nosso Deus" (Isaías 61:6).

O padrão seguido pelos livros bíblicos de profecia denuncia, de início, a atitude humana de rejeição da graça divina - em seguida, anuncia a realidade do amor divino, que está sempre disponível para aqueles que aceitam a soberania do Senhor. Uma mensagem depende da outra. Ao falar de pecado, o objetivo da Bíblia é revelar aos homens "de boa vontade" que existe a alternativa da libertação das prisões do pecado.

É neste contexto que se encaixa a vocação missionária de todos os resgatados pelo poder amoroso do Cristo. Nos não fomos salvos, com o objetivo de nos garantir uma vida boa, longe da maldade do mundo. Nós fomos salvos para atuar como "ministros do nosso Deus". Ministros são representantes, são servos de reis e presidentes, para concretizar os desígnios dos seus soberanos. Não somos apadrinhados do Senhor: somos seus ministros, em um mundo necessitado.

Pr. Olavo Feijó

O amor e os abraços



“Os humanos sofrem bastante. Muito, para não dizer a maior parte, do nosso sofrimento tem origem na relação com aqueles que nos amam. Estou constantemente ciente de que a minha agonia profunda provém, não dos terríveis eventos que leio nos jornais ou vejo na televisão, mas da relação com as pessoas com quem partilho a minha vida diária. São precisamente os homens e mulheres, que me amam e que estão muito perto de mim, os que me ferem. À medida que ficamos mais velhos, geralmente vamos descobrindo que nem sempre fomos bem amados. Com frequência, os que nos amaram também nos usaram. Os que se interessaram por nós foram, por vezes, também invejosos. Os que nos deram muito, por vezes, exigiram também muito em troca. Os que nos protegeram quiseram também possuir-nos nos momentos críticos. Habitualmente, sentimos a necessidade de esclarecer como e por que é que estamos feridos; e, com frequência, chegamos à alarmante descoberta de que o amor que recebemos não foi tão puro e simples como tínhamos julgado.

É importante esclarecer estas coisas, especialmente quando nos sentimos paralisados por medos, preocupacões e anseios obscuros que não compreendemos.

Mas compreender as nossas feridas não basta. Ao fim, temos que encontrar a liberdade para passar por cima das nossas feridas e a coragem para perdoar aos que nos feriram. O verdadeiro perigo está em ficarmos paralisados pela raiva e pelo ressentimento. Então começaremos a viver o complexo do 'ferido', queixando-nos sempre de que a vida não é 'justa'.

Jesus veio livrar-nos destas queixas auto-destrutivas. Ele nos ensina a por de lado as nossas queixas, perdoar os que nos amaram mal, passar por cima da sensação que temos de sermos rejeitados e ganharmos coragem para acreditar que não cairemos no abismo do nada, mas no abraço seguro de Deus cujo amor curará todas as nossas feridas.”


[Henri Nouwen]


Deus tem um coração que abraça o mundo. Não pode ser outro o nosso coração. O amor de Deus não pode ser contido. Sempre que derramado sobre alguém, transborda para quem está em volta. E quanto mais se derrama, mais se espalha. Não faz sentido pretender abraçar o mundo sem a disposição de amar quem está ao lado. Nisso consiste o desafio do amor: amar quem não nos amou bem, quem nos feriu, quem nos usou ou de nós abusou, amar quem nos oprimiu com seu amor não tão puro, ou com seu jeito meio estúpido de ser e amar.

Demorou muito para que eu percebesse que quando Jesus disse que deveríamos amar nossos inimigos e aqueles que nos perseguem, na verdade estava falando inclusive de nossos familiares ou das pessoas com quem cultivamos as relações mais afetivas e fraternas. Nouwen tem razão, “à medida que ficamos mais velhos, geralmente ficamos mais capazes de discernir os falsos amores”. Mas é igualmente a maturidade que nasce das dores de amor, que nos capacita a amar verdadeiramente. Talvez por isso o apóstolo Paulo testemunhou que, ao deixar as coisas de meninos e meninas, descobrimos o amor de Deus e, no amor de Deus, o poder de amar.

Diga Sempre: "Eis-me Aqui"



"Então eu disse: Eis-me aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade" (Hebreus 10:7).

Muitas pessoas passam toda a vida sem se importar com a Palavra de Deus. Não têm o costume de ir à igreja, não contribuem de forma alguma com o seu sustento, nem com dinheiro e nem com a presença e, os que às vezes vão, reclamam de tudo. De um templo que eles não ajudaram a construir, da música cantada dos hinários que não ajudaram a comprar, do pastor que nunca ajudaram a sustentar, da mensagem lida na Bíblia que jamais se interessaram em ler. Querem receber palavras doces de conforto para seus entes queridos e orações para que tenham um lugar no céu, onde não se prepararam para ir. Não é estranho? Não permita que isso se aplique a você. Obedeça ao Evangelho de Cristo antes que seja tarde.

O verdadeiro cristão tem prazer em adorar a Deus, em cantar hinos de louvor ao Senhor, em ler e estudar a Bíblia, fonte de sabedoria para uma vida repleta de bênçãos e vitórias.

Bom é estar na casa do Pai, encontrar os irmãos e compartilhar com eles os momentos de alegria e regozijo da semana. Bom é participar das programações, dos corais, da distribuição de folhetos, do estudo bíblico que nos edifica e fortalece o espírito. Bom é poder dizer ao Senhor que O amamos, que a Sua companhia nos enche de júbilo, que Sua graça e unção nos faz brilhar mesmo diante de ambientes tenebrosos.

Como cristão eu tenho de compreender que a igreja sou eu, que o meu testemunho fará a diferença, que o mundo depende do meu amor e dedicação.

Eu me importo com a obra de Deus. Sei que ela depende de minha fidelidade. E você? Critica a tudo que vê de ruim ou faz a sua parte para que tudo vá bem?

Não espere tudo dos outros. Diga a Deus: "Eis-me aqui."

Pr. Paulo Barbosa

A morte e os impostos



"e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz" (Colossenses 2:13, 14).

É um dito popular mas, verdadeiro: a morte e os impostos são as duas coisas certas que teremos de enfrentar. Mas existe uma diferença: nós sabemos qual o dia exato dos impostos e não sabemos qual o dia de nossa morte. Nós podemos separar o dinheiro para pagar os impostos, mas, que provisão podemos fazer para o dia da morte? Se nós morrermos antes de nossos impostos serem pagos, eles não serão perdoados. O governo os cobrará de nossa propriedade. Se nós morrermos como pecadores não arrependidos, nossos pecados não serão perdoados depois da morte. Nós teremos que pagar por eles dali por diante. Mas existe outra diferença: Deus nos deu uma maneira de escapar das penalidades. Ele já pagou o preço por nossos pecados - os seus e os meus. Tudo que Ele pede é que você aceite o que Ele fez por você em um espírito verdadeiro de arrependimento e fé.

Como é maravilhoso saber que, embora sejamos pecadores e infiéis diante do nosso Deus, Ele nos ama e deseja que experimentemos a verdadeira felicidade, tanto aqui neste mundo como em toda a eternidade.

Os nossos pecados nos afastam do Senhor. A nossa incredulidade e rebeldia não são compatíveis com a Sua santidade. Deveríamos pagar por nossos erros. Deveríamos ficar distantes das bênçãos celestiais. Nada merecemos dEle e não deveríamos contar com Sua proteção e cuidados. Mas Ele nos amou! Mesmo sem merecer nós tivemos o direito de ter comunhão com Ele e permanecer em Sua presença. Ele enviou Seu Filho, único, santo, perfeito, sem pecados. Ele veio e ofereceu-se para pagar por todos os nossos pecados.Ele se sacrificou na cruz. Foi desprezado e humilhado. Morreu porque nos amou. Morreu para que tivéssemos vida. Morreu para que estivéssemos para sempre no Céu, após a nossa morte.

Nossa conta foi paga! Não devemos mais nada a não ser os impostos. No extrato celestial não há débitos. Estamos livres. Estamos salvos. Como somos felizes!

Pr. Paulo Barbosa

Firmes em Cristo



2 Coríntios 1:21 - Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus,

Paulo quis deixar claro aos Coríntios que o Senhor não cultiva ambigüidades: Ele não mistura “sim” e “não”, como nós humanos fazemos. Por isso, se já aceitamos o Senhor, pelo poder de Cristo, tenhamos certeza: “É Deus que faz com que eu e vocês permaneçamos firmes em Cristo” (II Coríntios 1:21).

Pedro jurou que todos os colegas abandonariam a Jesus, menos Ele. Pouco tempo depois, três vezes negou o Mestre. Os casos são tantos que a Bíblia anda repleta de avisos para que não abandonemos a fé. E nós, por nosso lado, olhando como estão feias as coisas, nos arraiais evangélicos, já temos considerado a pergunta: “vale a pena continuar nisso?”

Felizmente, o Senhor sabe das coisas. E providenciou para nós um seguro contra a apostasia. O segredo, diz Paulo, é permanecer submisso ao poder e à orientação do Espírito. Principalmente, quando é grande a tentação de pegar as rédeas em nossas próprias mãos. O “príncipe deste mundo” não dorme em serviço e procura cada furo em nós, para nos desviar. É essencial, então, crer que “não dormirá o guarda de Israel”. Apelar para Cristo e agarrar-se Nele não é covardia, é uma atitude de bom senso espiritual. Firmes em Cristo.

Pr. Olavo Feijó

O amanhã começa hoje

Enquanto pensava sobre o dia 27 de setembro - Dia do Ancião - veio à minha memória uma história bastante real e comovente que recebi há algum tempo.

Conta-se que um frágil e velho homem foi viver com seu filho, nora, e o seu neto mais velho de quatro anos. As mãos do velho homem tremiam, e a vista era embaralhada, e o seu passo era hesitante. A família comia junta à mesa.

Mas as mãos trêmulas do avô ancião e sua visão falhando, tornou difícil o ato de comer. Ervilhas rolaram da colher dele sobre o chão. Quando ele pegou seu copo, o leite derramou na toalha da mesa. A bagunça irritou fortemente seu filho e nora: “Nós temos que fazer algo sobre o Vovô”, disse o filho. “Já tivemos bastante do seu leite derramado, ouvindo-o comer ruidosamente, e muita de sua comida no chão”.

Assim o marido e esposa prepararam uma mesa pequena no canto da sala. Lá vovô comia sozinho enquanto o resto da família desfrutava do jantar.
Desde que o Avô tinha quebrado um ou dois pratos, a comida dele foi servida em uma tigela de plástico.

Quando a família olhava de relance na direção do vovô, às vezes percebiam nele uma lágrima em seu olho por estar só. Ainda assim, as únicas palavras que o casal tinha para ele eram advertências acentuadas quando ele derrubava um garfo ou derramava comida.

O neto mais velho de quatro anos assistiu tudo em silêncio. Uma noite antes da ceia, o pai notou que seu filho estava brincando no chão com sucatas de madeira. Ele perguntou docemente para a criança, “O que você está fazendo?”

Da mesma maneira dócil, o menino respondeu “Oh, eu estou fabricando uma pequena tigela para você e mamãe comerem sua comida quando eu crescer.”

O neto mais velho de quatro anos sorriu e voltou a trabalhar. As palavras do menino golpearam os pais que ficaram mudos. Então lágrimas começaram a fluir em seus rostos. Entretanto nenhuma palavra foi falada, ambos souberam o que devia ser feito.

Aquela noite o marido pegou a mão do Vovô e com suavidade o conduziu atrás da mesa familiar. Para o resto de seus dias de vida ele comeu sempre com a família. E por alguma razão, nem marido nem esposa pareciam se preocupar mais quando um garfo era derrubado, ou leite derramado, ou que a toalha da mesa tivesse sujado.

Que nossas atitudes sejam motivadas pelos valores cristãos do respeito aos mais velhos. A Bíblia nos ensina que colhemos o que semeamos. Nossos filhos estão observando como lidamos com os cabelos brancos, pele enrugada, pouca mobilidade. O que eles virem, por certo farão conosco quando for a nossa vez.

Não nos esqueçamos que a Palavra diz que ainda na velhice, cada um de nós deverá frutificar (Salmo 92.14). Nossa igreja é abençoada, pois tem em seus quadros gente que tem muita história para contar. Gente querida que já passou dos 70, dos 80 e alguns têm ultrapassado os 90. Que privilégio para os nossos filhos viverem ao lado de gente com tanta idade que ainda têm tanto para dar.

Que aprendamos sempre com esses que já viram muito e quase de tudo. Que eles aprendam conosco também a vibrar com a vida, com o novo, com o mover e agir de Deus hoje.

Pr. João Reinaldo Purim Junior

Cuidado com portas largas!




Mateus 7:13 - Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

Nunca é demais dizer que Jesus sempre foi contrário à propaganda enganosa. O caminho apresentado por Ele era de dureza: “entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição e são muitos os que entram por ela” (Mateus 7:13).

Jesus nunca foi popular, durante sua vida aqui na Terra. Vinte e um séculos depois, o assunto corrupção dos políticos atrai mais a atenção do povo, do que a santidade pregada por Cristo. O pior de tudo é que, em muitas igrejas que se anunciam como evangélicas, a ênfase das pregações gira em redor das portas largas. Aliás, quanto mais largas, melhor. Largas e, por incrível que pareça, com um monte de citações bíblicas fora de contexto. São as mega-igrejas.

Cristo Jesus não se apresentou como “mega” nenhuma. Sua única “grande” pregação foi: “Quem me vê a Mim, vê o Pai”. Pois foi esta pregação, sincera, simples e poderosa, que deu raiva nos líderes religiosos. Foi esta pregação simples, esquisita, mas transformadora – foi esta pregação, que Ele chamou de “porta estreita”, que o levou a morte na cruz. Portas estreitas da Bíblia sempre nos levam à cruz. E nos ajudam a carregar nossa própria a cruz. Cuidado com as portas largas!

Pr. Olavo Feijó

Semear e colher com fartura


2 Coríntios 9:6 - E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.

Talvez por razões sazonais, periodicamente sobrevinha necessidade material, na área de Jerusalém. Por conseqüência, nessas ocasiões o Apóstolo Paulo recolhia ofertas entre a comunidade cristã, para prover o necessário aos necessitados. Na sua mensagem de motivações o Apóstolo saliente: "Lembrem-se: aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente." (II Coríntios 9:6).

Muitos de nós temos certas reservas, quando chega a hora de semear. Afinal de contas, o lavrador se alimenta das sementes que colhe. Cada semente plantada significa uma semente a menos na refeição diária. Quem nos garante, por exemplo, que as sementes que plantamos irão se multiplicar e providenciar nossas refeições futuras?

No fundo, no fundo, semear é sempre uma atitude de fé. Tiramos do nosso prato para atirar no solo. Aplicando esse dilema para a postura cristã da generosidade, a Bíblia diz que, na economia divina, não tem erro: aquele que com fé, contribui com suas sementes para as necessidades do Reino de Deus, recebe do Senhor do Reino a garantia de uma colheita farta. É uma lei da agronomia espiritual.


Pr. Olavo Feijó

Oração Pelos Governantes



1 Timóteo 2:1 - Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;

Escrevendo sobre as posturas dos cristãos, no que se refere aos que estão em posição de governo, Paulo é taxativo: “... Recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos que exercem autoridade” (I Timóteo 2:1,2).

Quando Paulo escreveu, por inspiração divina, a recomendação acima, estava vivendo a ditadura dos imperadores romanos. Eles eram despóticos, desumanos e perseguidores do cristianismo. A seita dos zelotes não aceitaria o conselho do Apóstolo. Porque, para os “zeladores”, extremistas, romano bom era o romano morto.

Por mais difícil de engolir o ensino bíblico, entretanto, ele é o que a Bíblia nos ensina. Gostemos ou não do presidente, nossa missão é a de orar por ele. A revolução armada, para depor governantes despóticos, não tem apoio nem dos apóstolos, nem de Cristo. A revolução cristã é muito mais poderosa. É a revolução do temor a Deus e da oração. Da oração pelos governantes.

Se alguém não nascer de novo...



Se Alguém Não Nascer De Novo...

"Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3).

Todo ano, no Museu Metropolitano de Arte em Nova Iorque, é exibido uma pintura do século Dezoito, mostrando a cena do nascimento de Cristo. Ela é tradicional em todos os sentidos, exceto um. Atrás do berço, bem distante, nós vemos as ruínas das poderosas colunas romanas. O artista conhecia o significado da manjedoura de Belém. O nascimento da nova era de Deus significa a morte do velho mundo do homem.

O que devemos fazer para ter uma vida cheia de alegria e felicidades? Como obter as bênçãos que tanto almejamos? Como podemos ter os sonhos realizados? Como encontrar o caminho para as mansões celestiais e a vida eterna com Deus?

O primeiro passo a tomar é deixar para trás a velha natureza carnal e os prazeres enganosos deste mundo em que vivemos. Abrir o coração para o Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, e pedir a Ele que nos encha de Seu Espírito e que nos dirija pelo caminho que conduz ao Pai.

Nascer de novo significa morrer para o pecado e nascer para uma vida santa com Deus. Isso não quer dizer que nunca mais pecaremos, mas que entregamos a vida no altar do Senhor e que confiamos nEle para nos perdoar os pecados e nos fazer viver de maneira santa e agradável a Ele.

Ser santo é não ter prazer no pecado, é procurar evitá-lo ao máximo. É colocar os olhos diretamente em Cristo e procurar glorificá-lo em todas as atitudes.

Quando deixamos para trás a velha natureza, passamos a viver melhor, a sorrir mais, a amar ao próximo, a confiar que tudo é possível para Deus, a abandonar as murmurações e cantar mesmo sob crises, é viver abundantemente em todas as circunstâncias.

Você já nasceu de novo?

Grão de Mostarda


Lucas 13:19 - É semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta; e cresceu, e fez-se grande árvore, e em seus ramos se aninharam as aves do céu.

Uma das ilustrações que Jesus usou, para ensinar sobre o Reino de Deus, diz: ”O Reino de Deus... é como um grão de mostarda que um homem semeou em sua horta. Ele cresceu e se tornou uma árvore” (Lucas 13:19).

Há uma tendência contemporânea, no meio religioso, que não acredita na eficácia das igrejas pequenas. Seus líderes nos ensinam que a única maneira de se apresentar um evangelho “impactante” é o desenvolvimento de igrejas com muitos milhares de membros, além da construção de megatemplos e catedrais. E a moda está pegando...

Como o Senhor Jesus viveu muito antes da mensagem dos “impactantes”, seu evangelho ousou uma estratégia completamente diferente. A ponto de nos ensinar que a do Reino do Pai dele tinha que seguir o modelo do grão de mostarda, que de “mega” não tem nada. A ilustração chama nossa atenção para a humilde pequenez do processo da implantação do Reino. Mas deve, também, nos ensinar que se o Reino de fato é de Deus, cabe ao Senhor do Reino a responsabilidade e a maneira do Seu crescimento. Com grão de mostarda, por menor que seja, não se brinca.

Pr. Olavo Feijó
Escritor e Colunista de OJB

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